February 27, 2024

Google em alerta! A geração Z busca conteúdo

Uma pesquisa da Reuters Institute Digital News revelou que 1 entre cada 5 jovens de 18 a 24 anos utiliza o TikTok como principal ferramenta de busca. Seria um prenúncio do fim do Google ou apenas um movimento comum? Confira neste post!

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De acordo com dados recentes, se você tem mais de 25 anos, é provável que o Google seja a sua principal fonte de informações para tirar dúvidas. Assim como para os mais jovens, ainda é a escolha da maioria. No entanto, nos últimos tempos, o TikTok tem ameaçado o domínio do gigante do Vale do Silício, visto que quase metade da geração Z busca conteúdo em vez de palavras-chave. 

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O que esse movimento nos indica? O Google deveria se preocupar com o futuro de seu serviço de buscas? Provavelmente não. A empresa é uma das marcas mais poderosas do mundo, justamente devido aos investimentos em diferentes serviços, tornando-se competitiva e antenada às tendências de mercado, muitas vezes criando algumas delas. Todavia, a história nos ensina que novas tecnologias geram novos hábitos, e esses têm grandes impactos no marketing.

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Mudança faz parte da vida

É inevitável: os avanços tecnológicos provocam transformações culturais. Consequentemente, gerando novos avanços em um processo de retroalimentação. A evolução de ambas as áreas é impulsionada pela interação contínua entre tecnologia e cultura, que determina como vivemos, comunicamos e nos relacionamos. Em síntese, a dinâmica funciona dessa maneira:

  1. Uma inovação tecnológica é lançada;
  2. Em seguida, o mercado adota essa inovação, na maioria das vezes substituindo completamente o que executava essa função anteriormente;
  3. Novos hábitos, oriundos da nova tecnologia, estimulam a criação de mais novidades;
  4. Um novo lançamento recomeça o ciclo.

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Para exemplificar, pense na própria internet.

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  • A internet é lançada para o uso civil;
  • Ela se populariza, especialmente como forma de comunicação, conectando pessoas em todo o mundo;
  • Com uma demanda crescente, o serviço evolui para conexões de banda larga, permitindo um novo leque de possibilidades;
  • Serviços como o YouTube são lançados, por consequência, alterando a relação das pessoas com o consumo de vídeos, algo que, por exemplo, foi um dos fatores para o fim da MTV Brasil.

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A música nunca mais foi a mesma

As mudanças de hábito provocadas pelo surgimento do compartilhamento de arquivos pela internet foram algumas das mais impactantes em um segmento de mercado específico: a indústria da música. Antes desse fenômeno, os consumidores estavam essencialmente limitados à compra de álbuns de seus artistas favoritos em mídias físicas. Mesmo quando se recorria a gravar uma música específica de uma rádio em uma fita cassete — sim, fazíamos isso na era das cavernas! —, ainda era necessário adquirir a fita. Ainda que o custo fosse consideravelmente menor do que o de um CD, não era gratuito. Com o advento dos gravadores de CD, as pessoas puderam fazer cópias e criar arquivos digitais das faixas. A chegada do Napster, um dos primeiros serviços de compartilhamento de arquivos, foi equivalente ao impacto de um asteroide na indústria musical. Ele a arrasou completamente, permitindo que os usuários compartilhassem esses arquivos livremente. As vendas nunca mais foram as mesmas, e uma das soluções encontradas foi, adivinhem, uma inovação tecnológica: os serviços de streaming. Você está lendo este post enquanto curte uma playlist do Spotify ao fundo?  

O que podemos aprender com a pesquisa da Reuters

Em suma, revela que jovens da geração Z estão abandonando o Google e utilizando cada vez mais o TikTok como principal buscador. Se querem procurar um restaurante, é a essa plataforma que eles recorrem. Por que isso tem acontecido? Alguns achados da pesquisa indicam que:

  • Buscam conteúdos imersivos e visualmente ricos, algo que as ferramentas tradicionais não atendem; 
  • O jovem não tolera informação burocrática e tradicional;
  • Quando se trata de notícias, o público presta mais atenção a celebridades, influencers e personalidades do que jornalistas em redes como o TikTok, Instagram e Snapchat.

A geração Z busca conteúdos inovadores, e é exatamente isso que redes como TikTok e Instagram oferecem. Uma vez que não procuram por palavras-chave ao realizar pesquisas, faz todo sentido que estejam migrando para locais onde seus anseios são saciados. Devido a esse novo comportamento, o Google tem procurado implementar mudanças em seu mecanismo de busca para atrair essa parcela mais jovem do público, como a combinação de imagens e textos nas pesquisas. Futuramente, a empresa prevê que essa associação possibilitará a interação de realidade virtual.

Sem dúvida, é importante estarmos atentos ao impacto cultural desse movimento, pois estamos falando de um grupo que corresponde a um quinto da força de trabalho no mercado, mas também de uma geração que enxerga o mundo baseado no que os algoritmos de uma rede social, principalmente motivada pelo entretenimento, oferecem. Mas isso não significa o fim das marcas tradicionais. O Washington Post, com quase 150 anos de existência, conseguiu se destacar no TikTok, utilizando uma linguagem adequada à rede. Uma explicação para esse sucesso está provavelmente relacionada à venda do jornal para Jeff Bezos, o dono da Amazon e um dos maiores especialistas em tecnologia do mundo. 

Estamos de olho

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No Brasil, quase metade da geração Z considera o smartphone seu “melhor amigo”, tornando-o o dispositivo principal dessa faixa etária. Como mencionado anteriormente, atualmente, eles representam 20% do mercado de trabalho, e em alguns anos, serão a maioria. Você sabe como se comunicar com eles? Entende como utilizar as redes sociais que eles preferem em suas estratégias? Aqui na Outlab, possuímos a equipe e o conhecimento necessários para isso. Somos uma agência digital focada em criatividade, estratégia e resultados. Se busca um planejamento de marketing eficaz, fale conosco!

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